Sexta-feira, Maio 29, 2009
O
Manual de Bolso mudou de endereço:
http://manualdebolso.wordpress.com/
Sejam bem-vindos ao novo blog do Wordpress!!
:: por Fabi * às 1:14 PM |
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Terça-feira, Abril 14, 2009
O que vem por aí...
Na verdade o que está faltando escrever...
Esse ano já rolou tanta coisa, mas o tempo é escasso pra atualizar o blog e colocar tudo aqui.
O que rolou:
- Rafting em Socorro, SP
- Trilha em Boiçucanga, SP
- Trilha em Tapiraí, SP
- Balada anos 80 (uma nova opção em SP)
E muito mais ainda vem por aí.
Tenho que escrever!!
:: por Fabi * às 9:51 AM |
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Quinta-feira, Fevereiro 05, 2009
Verde em SP...
Jardim Botânico de São Paulo
Você já conhece o
Jardim Botânico de São Paulo?
Ou já ouviu falar do
Parque Estadual Fontes do Ipiranga?
Esse último é o tão conhecido (e não muito bem afamado, por conta de uns causos de polícia que aconteceram por lá anos atrás) Parque do Estado, na Zona Sudeste de São Paulo.
O Jardim Botânico de São Paulo faz parte desse grande parque, que também engloba o Jardim Zoológico, o Instituto de Botânica, o Parque da Ciência e Tecnologia da USP, o Observatório de São Paulo e outras mil coisas.
Meu marido ainda não conhecia o Jardim Botânico, que em 2008 fez 80 anos desde sua inauguração, em 1928. Então resolvemos aproveitar o belo dia de sol pra passear sob suas frondosas árvores.
E que surpresa eu tive ao ver o Jardim remoçado, com uma entrada restaurada e bonita, com o Córrego Pirarungáua (um dos afluentes do histórico Riacho do Ipiranga) agora margeado por um deck de madeira com 240 metros, que convida as pessoas a uma agradável visita ao restante do jardim.
O ingresso custou apenas R$ 3, mais R$ 5 para deixar o carro o dia todo no estacionamento em frente ao parque.
Entrada do Jardim Botânico de São Paulo. O verde já dá as boas-vindas.
Logo na entrada, imensas palmeiras imperiais recepcionam os visitantes numa alameda lateral.
Depois a gente fica bobo sem saber se segue pelo deck, pela estreita calçada em meio às árvores ou então pela alameda de palmeiras que leva ao Arboreto, bosque com árvores nativas e exóticas.
Mas tudo é lindo sob o sol de janeiro e decidimos andar o parque inteiro mesmo.
Passamos pelo Jardim de Lineu, que é a parte central do parque, composta por espelhos d´água, longas escadarias de pedra, duas estufas, orquidário e bromeliário.
Nesse lugar gastamos belas horas, fotografando de tudo, aproveitando as sombras, maravilhados com as plantas e com o clima zen do lugar.
As duas escadarias dessa parte foram construídas no ano de inauguração do parque, 1928, e dão acesso a uma trilha de terra batida em meio à mata de árvores nativas.
Aí então eu me lembrei que numa das duas escadarias foi filmada a abertura do programa do Fofão, da década de 80. hahaha
As duas estufas e o espelho d’água que são cartão-postal do parque. Flores de todas as cores. Caminhos sombreados e convidativos. A “escadaria do Fofão” (rsrs).
Continuando pelo interior do parque, várias trilhazinhas em meio à mata nos convidam com cenários de recantos sombreados, plantas, flores, pedras, um verdadeiro paisagismo.
Então o grande Lago das Ninféias enche os olhos, repleto de flores amareladas, rosadas e lilases nessa época. E os patinhos nadam, os peixinhos fogem deles, as abelhas e libélulas dançam sobre as flores.
O mais legal é ver que o parque é mantido muito bem limpo e cuidado, com um gramado tão viçoso quanto o de um jardim de mansão. E as pessoas ainda não invadiram o local com farofadas, cachorros e bicicletas. Lá é um lugar pra se contemplar, descansar, meditar, passear e ver a beleza da natureza.
Encontramos várias famílias e casais descansando na grama. Pena que não levamos uma toalha pra fazer o mesmo.
O Lago das Ninféias é uma das mais belas paisagens do jardim. E as flores estão a toda em janeiro!
Do lado esquerdo do lago, fica o “Jardim dos Sentidos”, inaugurado em 2003 e cheio de plantas aromáticas, com cores e flores de várias gamas, fontezinhas de água, caminhos sinuosos e o Portão Histórico, uma estrutura de ferro de 1894 que era o principal portão de entrada para o parque e hoje está num recantinho alagadiço, que mais o faz parecer um portal para um mundo mágico e cheio de mistérios.
Ao longo do caminho, vários lugares próprios para piquenique, com mesas e bancos, estão disponíveis para boas horas de comilança e diversão. E aí vamos chegando perto da última parte do caminho, que leva a uma construção de pau-a-pique em forma de castelinho (e que rende boas fotos) e à Trilha da Nascente do Riacho do Ipiranga.
A trilha tem 360 metros suspensos em passarelas de madeira, no meio da mata fechada, e no final a gente vê a nascentezinha de água cristalina de onde brota praticamente toda a água do parque.
Além de toda a riqueza da fauna, vários animais habitam o parque: borboletas, tartarugas, lagartos, uma infinidade de pássaros, bugios e até preguiças. Claro que com a barulheira que a gente faz, fica difícil de ver todos... rsrs
O portão histórico cercado de mistérios. Ponte sobre o lago. Castelinho de pau-a-pique e o Jardim dos Sentidos. Muitas maravilhas.
Os espelhos d’água vistos da trilha de terra batida. As cores vibrantes das orquídeas. A Trilha da Nascente. E o restaurante do jardim. Alimentos pro corpo e pra alma.
O parque também tem um restaurante, onde aos fins de semana é serviço almoço por quilo, com comidinha caseira e honesta. E vale a pena também pelas mesinhas ficarem ao ar livre, sobre um deck de madeira ou sob um caramanchão coberto de trepadeiras floridas.
É um passeio para despertar os sentidos, pra se sentir muito mais leve e alegre, pra se conectar com a natureza.
Eu digo: vale a pena voltar muitas e muitas vezes.
Veja as fotos desse passeio no
álbum virtual.
-- Infos --
Instituto de Botânica/Jardim Botânico
Av. Miguel Stéfano, 3031 – Água Funda
São Paulo, SP
Visitação: terça a domingo, das 9h às 17h
Ingresso: R$ 3,00 (estudante paga meia, crianças até 10 anos e adultos com mais de 65 não pagam)
O parque também realiza visitas monitoradas (agendar)
Estacionamento: R$ 5,00
Tel.: (11) 5073-6300 ramal 225
http://www.ibot.sp.gov.br
:: por Fabi * às 10:44 AM |
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Segunda-feira, Dezembro 22, 2008
Luz e paz para 2009
No sábado eu estava precisando de uma luz extra, de ir a algum lugar que me trouxesse paz de espírito.
Decidimos também agradecer aos bons acontecimentos desse ano e pedir por iluminação, sabedoria, paciência, paz e amor para 2009.
Que lugar melhor pra recarregar as energias do que um templo budista, cercado por verde e ótimas energias, bem pertinho de São Paulo?
É impressionante quando se pensa nisso, e quando se chega lá ainda mais, mas existe um lugar assim em Cotia, o
Templo Zu Lai.
Envolvido numa atmosfera de paz, iluminação, harmonia com a natureza e com as forças da terra e do universo, esse lugar parece um oásis encravado em meio ao caos da rodovia Raposo Tavares.
Eu estava mesmo precisando de uma luz... e só a visita ao lugar já me deixou zen.
Impossível ficar insensível a toda a energia da construção, dos jardins, da estátua e do templo de cerimônias.
“O Templo Zu Lai é um dos templos do Monastério Fo Guang Shan espalhados pelo mundo. Tem suas raízes no Budismo Mahayana, cuja tradição enfatiza que a natureza búdica está ao alcance de todos.” Esse monastério original fica em Kaohsiung, Taiwan, e seu fundador, Mestre Hsing Yün, veio pessoalmente ao Brasil para a organização do Templo Zu Lai e dos ensinamentos de Buda.
No templo você pode se iniciar na meditação e nos ensinamentos do budismo, assim como também participar de várias outras atividades, como cursos de artes, língua chinesa, cultivo de cogumelos, culinária vegetariana e até de kung fu e tai chi chuan.
Há também exposições e festivais que acontecem em datas importantes para o budismo, como a Cerimônia dos Mil Budas, que acontece no primeiro dia do ano.
Mas você pode ir simplesmente para visitar e se envolver com a harmonia do lugar. Aproveitando também para almoçar no refeitório que serve, sempre aos finais de semana, pratos da culinária vegetariana chinesa por um valor único.
Buda nos recebe na entrada do Templo. Aroldo acerta o sino na fonte para os bons desejos. A magnífica estrutura do Templo.
Flores de todas as cores nos recebem nos jardins e nos espaços de paz do Templo. Recantos para se reenergizar.
Aroldo, Fabi e Buda.
Eu já sai de lá com o espírito leve… com bons auspícios e uma certeza que 2009 será muito melhor.
-- Infos --
Templo Zu Lai
Estrada Fernando Nobre, 1461 – Cotia
http://www.templozulai.org.br/
Visitação gratuita, de terça a sexta, das 12h às 17h
Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h
Aos domingos acontecem as cerimônias das 10h às 12h30 (vale a pena ver)
Agenda para começar bem 2009:
31/12/2008 – Peregrinação pela Senda da Iluminada e Toque dos Sinos e realização dos votos
01/01/2009 – Cerimônia dos Mil Budas e das Lamparinas
:: por Fabi * às 12:41 PM |
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Rindo de Hermanoteu
No domingo não fomos ao show da Madonna, como muita gente em São Paulo.
Mas aproveitamos pra assistir uma peça que há muito queríamos ver... depois de ver vários videozinhos no YouTube e a participação dessa escrachada trupe de comediantes em vários programas do Jô.
Fomos ao City Bank Hall assistir
Hemanoteu na Terra de Godah, de Os Melhores do Mundo.
Acho que qualquer pessoa já deve ter visto alguns quadros do programa Zorra Total, da Globo, como o dos malucos Jajá e Juju... “Tô doido, tô doido, tô doido”. Pois então, são eles!
Esse espetáculo é riso do início ao fim. Os comediantes (todos muito bons) sempre vem com sketches atuais em meio ao texto da peça, fazendo comedia com o que está na mídia no momento.
Retirado do site deles:
“Seguindo a linha de sátiras do grupo, Hermanoteu na Terra de Godah visita a diversidade fantástica do Livro dos livros. Entre as densas páginas do Antigo Testamento, encontramos Hermanoteu, nosso pacato protagonista, perambulando por domínios romanos entre pestes, bárbaros e deuses pagãos. Quando o homem enfrentava a ira de um deus menos complacente, Hermanoteu, irmão de Micalatéia e típico hebreu do ano zero – camarada, bom pastor e obediente –, recebe uma missão divina: guiar Seu povo à Terra de Godah. Num cenário que representa um imenso deserto, Hermanoteu esbarra em Cleópatra e até mesmo no Filho do Todo Poderoso, além de outros tantos personagens fantásticos. Um espetáculo reverenciado pelo público, onde a Cia. orgulhosamente recebe o humorista Chico Anysio, interpretando Deus (com textos em off). O final da peça traz uma divertida surpresa para os espectadores...
Hermanoteu... estreou no Teatro Garagem do SESC em junho de 95. À época, ainda fazendo os ajustes nos eixos do humor que pretendíamos fazer, dava-nos a impressão que divertíamo-nos mais do que o público, e isso não é nada bom empresarialmente... Entretanto, ao produzirmos a Temporada Os Melhores do Mundo 2000, Hermanoteu... foi remodelado e hoje é, sem sombra de dúvidas, um dos mais divertidos espetáculos da Cia. (para o público inclusive...). Entre maio e junho de 2004, Hermanoteu fez uma curta temporada no Teatro do Leblon, no Rio de Janeiro.”
Banner do site: impagável Hermanoteu.
As várias da peça: César e os "florzinhas", Hermanoteu e o Diabo, Cleópatra mineira (rsrs) e Hermanoteu e o último dos judeus do Egito.
E nesse último fim de semana estavam em São Paulo para se despedir de 2008.
Imperdível como o Diabo de Welder Rodrigues arrancava aplausos da platéia a cada aparição... ele estava o máximo!! Rsrs
Rimos desde a hora que chegamos até o pano cair, esquecendo de como as casas de show de SP ainda têm muito o que melhorar em atendimento e organização (e o City Bank Hall não foge do padrão).
Agora é esperar 2009 pra conferir os novos espetáculos.
Site:
http://www.osmelhoresdomundo.com/
:: por Fabi * às 12:08 PM |
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Natal iluminado
Faz mil anos que não posto nada aqui... mas foi a correria de fim de ano.
Não que eu não estivesse fazendo nada interessante.
Mas agora deu uma acalmadinha pré-natalina e eu resolvi colocar as últimas. Rapidinho...
Esse ano o pessoal se superou.
Prefeitura e empresas decidiram dar à cidade um Natal iluminado, repleto de alegria, enfeites, papais Nóeis, edifícios embrulhados para presente e bosques de luz.
Um show a céu aberto!!
E o melhor lugar pra se ver tudo isso é a Avenida Paulista, onde prédios, bancos, shoppings, a própria rua e também os parques estão iluminados e decorados para o Natal.
É um passeio de embasbacar crianças de todas as idades... de 0 a 100 anos. Rsrs
Na sexta-feira decidimos fazer um passeio pelas luzes da Paulista. A pé, é “calaro”... porque de carro é quase impossível se transitar na famosa de São Paulo nessa época.
Mas a pé o passeio tem sabor de quero mais e acaba só quando a gente quer, pois tem coisa demais pra ver em cada quarteirão.
Nos divertimos demais! Principalmente com as luzes verdes que iluminavam as mais de 100 árvores do Parque Trianon.
Os prédios enfeitados para o Natal e as imensas árvores gigantes iluminadas.
Dentro do prédio do Banco Real, onde a cada ano se faz uma montagem para o Natal.
Bosque de luz no Parque Trianon.
No canteiro central da avenida, bolas iluminadas alegram a passagem dos carros. Nos prédios dos bancos, uma verdadeira competição de qual é o mais bonito. Fora que muitas outras ruas de bairros adjacentes estão também enfeitadas, como a Avenida Higienópolis, a Avenida Pacaembu, o Ibirapuera (que já é atrativo certo nessa época).
Aos fins de semana há apresentação de corais por vários pontos da cidade e também há espetáculos gratuitos no Teatro Municipal.
A prefeitura montou um site para fornecer as informações dos espetáculos ao público:
http://www.cidadedesaopaulo.com/natal/
Aproveitem, que a decoração e os eventos ainda vão até a primeira semana de janeiro.
:: por Fabi * às 11:49 AM |
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Quarta-feira, Agosto 27, 2008
Viagem de trilhas para Cunha, SP
Um passeio com alguns contratempos que acabaram virando ótimas experiências.
Assim foi a trilha/viagem do
É NÓIS NA TRILHA! à
Cunha, cidade paulista encravada na Serra do Mar, entre Guaratinguetá e Parati, já no Rio de Janeiro.
O passeio foi organizado com mais de um mês de antecedência, pra aproveitar o sol brilhava já há várias semanas e o clima serrano que ainda reinava sobre a cidade à noite.
Tudo planejado, as poucas vagas acabaram em 2 dias.
Mas então na semana que precedia o passeio, vimos que a previsão do tempo não era das melhores para nosso fim de semana. Aliás, era das piores: muita chuva e frio de mínima de 8 graus no sábado e domingo. (E, claro, na segunda feira o sol daria as caras novamente.)
Mesmo assim, não desistimos e saímos de São Paulo no último sábado, dia 23/08, às 6h30 a caminho de Cunha, com aquele chuvisquinho típico de quando o tempo vai esfriar muito. Na estrada (rod. Ayrton Senna) as nuvens deixavam passar um solzinho sem-vergonha volta e meia, dando-nos esperança. O dia, sendo de chuva ou sol, seria o dia da nossa grande caminhada no Núcleo Cunha-Indaiá do Parque Estadual da Serra do Mar.
Com a pista molhada, tivemos que ir mais devagar e no meio do caminho paramos num posto na estrada (já na Dutra) para usar o banheiro. O lugar era tão horripilante que ficamos quase meia-hora procurando papel higiênico e uma cabine que desse pra fechar a porta (rsrs).
Demos muita risada e continuamos a viagem.
Chegando em Cunha já com meia-hora de atraso (o combinado era nos encontrarmos com o restante da turma no portal de Cunha às 9h30), aceleramos a galera pra irmos logo pro parque, pois nossa trilha estava marcada impreterivelmente para as 11h.
Ainda tivemos que passar na pousada em que íamos ficar (
Pousada Vila Rica) pra algumas pessoas trocarem de roupa e deixarmos as malas no quarto de uma amiga que já estava desde sexta à noite por lá. (Obrigada, Thelma Lúcia!!)
Pegamos a estrada para o Parque e ainda tivemos que enfrentar 20 quilômetros de estrada de terra molhada e escorregadia, embaixo de chuva, pra chegar ao parque. Claro que fomos nos divertindo dentro do carro, dando muita risada com várias histórias, eu, o Aroldo, a Thelminha (Thelma Regina) e a Sayonara, seguidos por mais 4 carros em caravana.
Chegamos no parque com quase 40 minutos de atraso! E o guarda não queria nos deixar fazer a trilha. Tivemos que chamar o supervisor do parque, que xavecado ao extremo, acabou aceitando nos levar pela
Trilha do Rio Bonito, só avisando que seria bem perigoso fazermos com aquele tempo chuvoso, pois haviam vários lugares escorregadios e travessias do rio.
Várias pessoas que foram conosco, ocupando 2 dos carros, desistiram na hora e voltaram para a cidade. Mas a gente não podia deixar barato, né?! Aceitamos o desafio e, embaixo de um aguaceiro, 13 pessoas começaram a trilha protegidas pelas capas de chuva e com o passo apressado. Tínhamos que fazer a trilha toda antes que escurecesse, o que aconteceria mais cedo por causa do mau tempo.
Placa do Núcleo Cunha-Indaiá do PESM. A galera reunida embaixo de chuva... inclusive com um guarda-chuva, hein?! (rsrs) Fotos: Fabiana e Marta.
A primeira parte da trilha foi bem tranqüila, com várias risadas do povo com as capas de chuva coloridas e com o guarda-chuva da Thelma Lúcia e do Richard no meio da trilha. Mas logo entramos pela mata e começaram-se os escorregões, que renderam também boas risadas... tudo parecia um treinamento de guerra, com aquele monte de gente encapotada no meio da mata, andando a passo apertado, com mochilas nas costas.
A Thelminha foi apelidada de fantasminha, pois era a única com uma capa de chuva branca, que brilhava no meio da mata.
A trilha transcorreu bem tranqüila, mesmo com os obstáculos, com o sobe-desce, até chegarmos ao rio Bonito, que tínhamos que atravessar. A correnteza estava muito forte, com o nível da água aumentado pela chuva. O José, nosso guia, teve de cortar uma pequena árvore para nos servir de corrimão e todos conseguimos passar. Ficamos parecendo pintos molhados, com os tênis e botas encharcados.
Atravessamos o rio mais algumas vezes, mas a mais difícil foi quando passamos pela cachoeira na metade do caminho. A cachoeira estava volumosa e foi bem difícil pra atravessar nesse ponto, que tinha grandes pedras escorregadias, muita correnteza e a gente muitas vezes não sabia onde pisar. No fim tudo deu certo.
E as risadas não pararam. Ficamos de olho pra ver quem caía primeiro, pois a trilha depois desse ponto era um verdadeiro brejo (tudo por conta da chuva). Nem tivemos tempo de fazer uma parada para o lanche, que foi comido mesmo em movimento, com a chuva caindo e tudo. Sanduíches molhados.
Ao final da trilha, chegamos ao centro de visitantes e fizemos um rápido alongamento e as costumeiras fotos de turma.
Tomamos 5 horas de chuva ininterrupta, numa trilha de 7,6 km, mas foi uma experiência inesquecível, louca e de superação. Não tem preço (e não tem mesmo, pois a trilha é gratuita).
As duas travessias do rio, com uma super-ajuda do nosso guia, José. Fotos: Marta.
No retorno à cidade no fim da tarde a animação continuava, mas o que a galera queria era mesmo um banho quente na pousada.
Chegamos na pousada já eram 18h00 e na cidade não havia chovido uma única gota.
Quem não foi na trilha aproveitou o dia pra conhecer os ateliês de cerâmica, um dos maiores atrativos de Cunha. E tiveram muita sorte, pois era bem o dia em que acontecia a cerimônia de abertura dos fornos de cerâmica, quando os ceramistas fazem palestras sobre a produção das peças, servem coquetéis, fazem descontos. Minhas maninhas, Daniela e Camila, e seus “respectivos”, Douglas e David, aproveitaram muito o dia.
Todos tínhamos muitas histórias pra contar, mas que teriam que esperar pela hora do jantar, pois só que todos queriam era tomar um banho quente e colocar os pés pra cima por uma horinha antes de sair.
Com o grupo reunido mais tarde, às 20h30, saímos em busca de um restaurante. O Douglas insistia que tínhamos de jantar em um que eles tinham visto durante a tarde, pois ele tinha uns pratos muito interessantes do Festival do Cordeiro de Cunha, que acontece em agosto envolvendo vários restaurantes da cidade, que montam os seus próprios cardápios com variações da carne.
Chegamos ao
Flor de Sal (o restaurante) e ficamos um tempão admirando as peças de cerâmica do Ateliê do Antigo Matadouro, do ceramista Alberto Cidraes, e também a decoração rústica-chique do lugar, com meia luz, mesas iluminadas por velas, cerâmicas exclusivas nas paredes.
Depois de arranjarem uma grande mesa para 18 pessoas, começamos a admirar o cardápio oferecido pelo restaurante, da mais perfeita alta-gastronomia, e resolvemos ceder à tentação, provando vários pratos. Alguns pediram carré de cordeiro com pêras glaçadas, outros um risoto de confit de pato (minha escolha), e ainda costela suína crocante com farofa de pinhão, escondidinho de cogumelos, risoto de shiitake, vários pratos deliciosos... huuuummmm.
Ficamos um tempão esperando pelos pratos, pois o restaurante era do
slow food*, e mais outras horas degustando os preciosos pratos, ao som de muita conversa e risada.
Ao final, tivemos que aplaudir o chef Deusdedith pelos pratos... e ele ficou até encabulado. Nada pra um chef que se formou no
Le Cordon Bleu de Paris, não?! (rsrs... mas estamos chiques demais)
* Literalmente “comer sem pressa”. O Slow Food segue o conceito da ecogastronomia, conjugando o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade. Os restaurantes que seguem o slow food utilizam produtos regionais e orgânicos, primando pelo sabor e pela sustentabilidade. Comer com prazer e sem pressa, sem agredir o planeta.
A turma no restaurante Flor de Sal. Muita bagunça, risadas (as meninas de “cachorras”) e nossas delícias de comer: risoto de confit de pato, carré de cordeiro e costelas suínas crocantes com farofa de pinhão.
Demos boas gargalhadas com as históricas de cada um e eu quase chorei de rir 2 vezes com minhas irmãs (isso depois de umas taças de vinho).
E assim a noite foi fechada com chave de ouro. (Pena que o Brasil também não ganhou o ouro olímpico no vôlei masculino na madrugada seguinte.)
No dia seguinte, um sol maravilhoso nos acordou e prometeu muita diversão.
Tomamos um ótimo café da manhã, até com bolo de pinhão, no terraço da pousada, com vista para a igreja matriz, e nos preparamos para deixar a pousada, pois nossa diária ia somente até as 12h. Então algumas pessoas nos acompanharam no passeio pelas cachoeiras de Cunha enquanto outras decidiram passear pela cidade (cansadas de andar tanto no dia anterior).
Pena, né?! Pois esses perderam o passeio espetacular que fizemos na
Cachoeira do Pimenta, um complexo de quedas que fica a 12 km do centro de Cunha e que conta com estacionamento e uma casa de apoio com toalete, mesas lanchonete e um pequeno museu com as máquinas da antiga Usina de Cunha, onde captavam energia para a cidade.
Ao lado dessa parte baixa da cachoeira, uma trilha pequena, mas puxada, leva as pessoas até a parte alta, onde há a represa e vários poços para banho.
O complexo é formado por várias quedas d´água com uma altura aproximada de 90 metros.
E passamos a manhã toda nos banhando nas águas geladas e passando bons momentos entre amigos.
Na frente da Cachoeira do Pimenta, na zona rural de Cunha. É um conjunto de várias quedas dentro de área de preservação. Mas o banho estava muito gelado.
Pena não termos mais tempo pra conhecer as outras belíssimas cachoeiras de Cunha, como a do Desterro e as do Vale das Cachoeiras, mas tínhamos que voltar à cidade para almoçar e visitar um ateliê de cerâmica antes do retorno para São Paulo.
Decidimos almoçar no
Restaurante da Estalagem Shambala, com uma maravilhosa vista da serra e pratos também no estilo slow food. Pra quem tem pressa, vá pra longe. Quem é paulistano deixa de ser, permeado pela energia do lugar, pela paisagem majestosa, pelas nuvenzinhas que vinham caminhando sobre a serra, pelas flores ao redor do restaurante, pelo ótimo bufê de saladas.
Comemos truta com alcaparras, papilote de cogumelos frescos, espaguete com salmão, shiitake, amêndoas e molho de queijo, berinjela gratinada com mussarela de búfala, mil delícias.
E ficamos lá bem umas 2 horas (isso porque antes estávamos com pressa), admirando os sabores e a vista.
Depois disso, finalmente, fomos visitar o ateliê
Suenaga & Jardineiro, um dos mais famosos de Cunha. O local já é mágico, cercado por plantas e flores e com uma vista panorâmica da serra e do pôr-do-sol.
Mas quando se começa a adentrar o ateliê, as peças únicas tomam nossa vista e a gente fica com vontade de comprar tudo. E as cerâmicas que víamos tinham saído dos fornos Noborigama no dia anterior; estavam fresquinhas...
Escolhemos um punhado de coisas em meio à imensa variedade (também de preços) e aprendemos um pouco da técnica de esmaltação e colorização das peças, feita com pigmentos de ferro e azul-cobalto que a cada queima dão cores inesperadas às peças. Parece realmente uma coisa mágica, onde a peça adquire a cor que ela quiser. Claro que tudo controlado pelos ceramistas Kimiko Suenaga e Gilberto Jardineiro. Virei fã deles!!!
No restaurante Shambala reunidos pro almoço. Nossa vista maravilhosa e pratos idem. Depois, no ateliê de cerâmica Suenaga & Jardineiro.
Tomamos o caminho de volta pra casa já eram 18h00, seguindo a bela estrada que sobe a serra até Guaratinguetá ao pôr de um sol abençoado.
E Cunha ficou lá pra gente voltar muitas outras vezes!
Todos do grupo aproveitaram o passeio da melhor forma.
Aguardem os próximos passeios do É NÓIS NA TRILHA!!
Veja algumas fotos desse passeio no
álbum virtual.
-- Infos --
Cunha
Rodovia Paulo Virginio (SP-171) (conhecida como Cunha-Parati) a partir de Guaratinguetá, 47 km.
Informações turísticas na praça central com a Cunhatur.
http://www.portaldecunha.com.br/
http://www.cunhatur.com.br/
Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Cunha-Indaiá
http://www.iflorestal.sp.gov.br/unidades_conservacao/informacoes.asp?cod=20
Estrada Municipal do Paraibuna, km 20
(12) 3111-1818 / 3111-2353
Trilhas auto-guiadas e monitoradas (essas com agendamento prévio)
Gratuito
Pousada Vila Rica
http://www.pousadavilarica.com.br/pousada.htm
R. José Arantes Filho, 87 – Vila Rica (ao lado da casa do artesão)
(12) 3111-2612 / 3111-2618 / 9784-6315
Flor de Sal Restaurante
http://www.restauranteflordesal.com.br/
R. Manoel Prudente Toledo, 461 – Bairro Cajuru
(12) 3111-3155
Restaurante da Estalagem Shambala
http://www.estalagemshambala.com.br/index.asp
Rodovia SP-171 (Cunha-Parati), km 49,2
(12) 3111-1500 / 9776-5450 / 9777-8309
Ateliê Suenaga & Jardineiro
http://www.ateliesj.com.br/
R. Dr. Paulo Jarbas da Silva, 150 (travessa da SP-171)
(12) 3111-1530
Cachoeira do Pimenta
Estrada do Monjolo, há 12 km do centro de Cunha
:: por Fabi * às 2:24 PM |
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Quinta-feira, Agosto 21, 2008
Mais uma padaria. Eba!!
Eu, como boa apreciadora de padarias que sou não podia deixar de conhecer a padaria fresquinha saída do forno que inauguraram mês passado na rua Dr. Abraão Ribeiro, perto da viaduto do Pacaembu, na Barra Funda.
A
Gran Fornalha.
Aberta numa construção que já foi revenda de motos... e por isso era grande o bastante pra abrigar uma tremenda padaria, dividida em café, restaurante, pizzaria e doceria.
Mas é bem grande mesmo.
E fomos lá nesse último domingo com um casal de amigos provar dos quitutes.
Como é muito recente, o atendimento ainda é confuso, parecem poucas pessoas pra atender um espaço tão grande. Mas fomos servidos com cordialidade e os beirutes que resolvermos pedir estavam divinos, bem recheados e servindo 2 pessoas (não muito famintas).
Os sucos estavam no ponto, refrescantes, os cappuccinos cremosos e cheirosos (como não podia deixar de ser, né?! sou uma
cappuccinomaníaca), o bufê de jantar com várias sopas, queijos, saladas e salgados (nham!), os doces vistosos e o ambiente bem descolado.
Ficamos boas horas batendo papo e quando percebemos já era mais de 23h!! Estávamos virando abóboras! Rsrs
Infelizmente não tínhamos levado câmera pra clicar esse momento tão empolgante. Rsrs
Mais um lugar gostoso em São Paulo pra se conhecer e fartar-se com belisquetes e comidinhas.
-- Infos --
Gran Fornalha
R. Dr. Abraão Ribeiro, 79 – Barra Funda
(ao ladinho do viaduto do Pacaembu)
Funciona 24 horas
Estacionamento em frente e ao lado (conveniado)
Tel.: (11) 3393-8899
http://www.granfornalha.com.br/website/index.php
:: por Fabi * às 5:08 PM |
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Livro:
Ramsés, de Christian Jacq
Não é uma boa eu começar a colocar aqui os livros que vou lendo?
Eu achei uma idéia bem legal, porque hoje eu andei procurando na Internet blogs com resenhas e resumos de livros e encontrei poucos. Não procurei com muito afinco, essa é a verdade, mas acho legal dar umas dicas do que a gente anda lendo.
Bom, meus livros da vez são da série
Ramsés, de Christian Jacq.
Série porque são 5 livros que narram de forma bem romanceada a vida de um dos mais famosos faraós do Egito, Ramsés II, o Grande, desde ele menino, aprendendo com o pai Sethi a magia e a sabedoria para se tornar seu sucessor, até sua morte (creio que no último volume, que não li ainda... mas não estou estragando a surpresa, todos sabem que ele já morreu, não?! rsrs).
A história toda é realmente bem romanceada e Ramsés é retratado pelo autor quase como uma divindade, a qual nenhum dos males terrenos pode abater (bem que eles tentam, mas o faraó tem sempre alguma magia o protegendo). Na verdade, os faraós do Egito eram vistos mesmo como “deuses em terra”, filhos dos deuses, que possuíam poderes especiais e por isso ocupavam tão alto cargo, comandando todos os povos do Alto e Baixo Egito.
Quando comecei o primeiro volume, quase parei pelo meio... porque esse Ramsés podia tudo, vencia todas as lutas, era o mais bonito e formoso, o melhor guerreiro, o mais sábio, o mais ético. Muita coisa pra gente digerir, né?! Inumano.
Mas, afinal, fui lendo, fui lendo e a leitura me cativou.
Não é pra menos que o livro foi publicado em 25 países com mais de 5 milhões de exemplares vendidos.
Ramsés é quase uma lenda... e a gente vai lendo passando a acreditar que nada pode atrapalhar seu caminho. E a história vai se desenrolando de forma interessante, principalmente pela descrição de costumes, vestimentas, paisagens, que o autor, um renomado egiptólogo, nos faz.
Leitura bem tranqüila pras viagens de ônibus.
Da 4ª capa do livro: "Ao recriar a grandiosidade e o mistério dos tempos antigos, Christian Jacq retrata, como nunca se fez antes, o magnífico Ramsés, cujo reinado se encontra talhado em esculturas colossais. Pertencente à XIX dinastia do Egito Antigo, Ramsés soube cultivar a sabedoria, a justiça, a beleza e a prosperidade. Abençoado por Sethi e amado pelo povo, ele reinou por mais de 60 anos às margens do Nilo, a terra do misticismo e do encantamento."
E eu, como fico vidrada nos assuntos interessantes que leio, já comecei a pesquisar sobre Ramsés em várias fontes... ele foi mesmo um dos mais importantes faraós do Egito, mentor de várias obras e reformas, de uma época em que essa civilização foi rica e próspera.
Estou agora no 4º volume... mas ainda preciso comprar o 5º pra terminar essa saga.
Ramsés
Christian Jacq
Editora Bertrand Brasil
Volume 1 – O filho da luz
Volume 2 – O templo de milhões de anos
Volume 3 – A batalha de Kadesh
Volume 4 – A dama de Abu-Simbel
Volume 5 – Sob a acácia do ocidente
Christian Jacq é um renomado egiptólogo francês formado pela Soubonne.
Lançou a série Ramsés em 1995.
:: por Fabi * às 4:22 PM |
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Segunda-feira, Julho 28, 2008
Um domingo de caminhada histórica
Toda cidade grande tem seus roteiros turísticos.
Com São Paulo isso não poderia ser diferente. Essa imensa cidade tem roteiros para todos os gostos e bolsos, desde quem a visita a negócios até quem mora aqui mas ainda não conhece alguns de seus recantos mais interessantes, de quem procura a agitada vida noturna da cidade que não dorme até quem quer os refúgios verdes incrustados no cinza da metrópole.
Aproveitando a variedade desses roteiros, o pessoal do
É NÓIS NA TRILHA! já caminhou pelos núcleos do Parque Estadual da Cantareira, mas dessa vez fizemos um passeio bem diferente, um passeio histórico-cultural no centro velho de São Paulo.
Fuçando na internet (eita lugar bom pra se achar tudo que é tipo de informação) achamos alguns roteiros oferecidos pelo
TurisMetrô, uma iniciativa as São Paulo Turismo e do Metrô para proporcionar aos paulistanos e aos turistas uma visão diferente da cidade, um conhecimento profundo das suas histórias e dos seus recantos históricos.
Funciona assim: é só chegar no balcão exclusivo do TurisMetrô na estação Sé do Metrô com meia hora de antecedência e escolher o roteiro que se quer fazer, entre 7 opções. Os passeios saem em dois horários, às 9h e às 14h, somente nos fins de semana. O valor?? Apenas o equivalente a 1 passagem de metrô (R$ 2,40) e em alguns casos 2.
É claro que não titubeamos! Fizemos logo de cara o roteiro mais interessante: os
arredores da Sé. E que dia melhor pra se andar tranquilamente pelo centro de São Paulo do que num domingo pela manhã??
Vinte pessoas da nossa turma acordaram cedinho, no dia 20/07.
Nossa simpática e super-informada guia, a Maria Pinho, nos organizou na estação Sé e já começou explicando-nos sobre a história do metrô e as obras de arte que se espalham pelas linhas.
Tomamos então o metrô até a estação São Bento, desembarcando e subindo em direção ao
Mosteiro de São Bento. Para nosso deleite, chegamos com poucos minutos para a missa das 10h e pudemos ouvir os carrilhões de sinos chamando o povo. Na praça em frente ao mosteiro, conhecemos um pouco da sua longa história, que se iniciou no séc. XVI, com as primeiras construções onde mais tarde seria São Paulo. Visitamos a igreja do mosteiro, mas não conseguimos fazer nenhuma foto boa por lá (é proibido, mas bem que tentamos).
Seguindo caminho pela Rua São Bento, chegamos à Praça Antonio Prado, onde um largo abriga o monumental
Edifício Martinelli, de 1934, o primeiro arranha-céu da América Latina. Pinho nos contou que o povo tinha até medo de passar perto dele e pra provar que a construção era segura, o próprio Martinelli construiu lá no alto o seu palacete residencial.
De lá também vimos o prédio da Secretaria de Estado de Esportes, Lazer e Turismo (antigo edifício do Banco do Estado de São Paulo), no estilo art-déco e ouvimos muitas outras histórias interessantes, inclusive sobre a construção dos prédios.
Avistamos depois o palacete Crespi, construção da década de 20, e o Largo do Café, rodeado de prédios históricos. Na verdade estávamos cercados pela história da cidade.
Turma na saída da Estação São Bento do Metrô e Colégio e Mosteiro de São Bento. O dia começou muito animado!
Rua São Bento e os prédios antigos. Edifício Martinelli e Palacete Crespi.
Seguimos nosso passeio até a
Praça do Patriarca, onde uma atriz vestida de noiva nos contou a história da praça e também da Igreja de Santo Antônio. Foi cômico, pois ela gritava que o marido tinha abandonado ela na porta da igreja e o povo que não fazia parte do passeio passava achando que era verdade. rsrs
Chegando ao
Centro Cultural Banco do Brasil, aproveitamos pra admirar o prédio restaurado, visitar o cofre do antigo banco e tomar um delicioso café que nos manteria até almoçarmos mais tarde. Foi muito legal ver todos sentados nas mesinhas aproveitando o momento.
Atriz-noiva na Praça do Patriarca e Centro Cultural Banco do Brasil.
Continuando nossas andanças, chegamos ao
Pátio do Colégio, um dos pontos altos do nosso passeio (difícil escolher esses pontos altos). Visitamos o pátio interno do Museu Anchieta, onde está preservada a única parede original de taipa de pilão do que havia sido o colégio jesuíta. O restante do prédio já foi reconstruído várias vezes e hoje abriga o museu. Prometemos que voltaríamos outro dia pra passar bons momentos no café do Pátio e visitar o museu.
Visitamos também, ali do lado, a Capela do Beato Anchieta, que abriga o manto do jesuíta, um pedaço do osso do fêmur dele (relíquia religiosa) (me contaram uma história que uma criança olhou aquilo e falou: “um osso de dinossauro!” hehehehehe), uma imagem da Nsa. Sra. da Candelária e outras coisas bem interessantes.
Pátio do Colégio com Museu Anchieta e o Monumento "Glória Imortal dos Fundadores de São Paulo", no Pátio do Colégio.
De lá rumamos pelo Beco do Colégio e vimos somente por fora a Casa nº 1 e o Solar da Marquesa de Santos, que estão fechados para restauro (e isso deve levar uns 18 meses ou mais). Continuando por ali, logo chegamos à Praça da Sé, onde a monumental
Catedral Metropolitana de São Paulo (Sé) ergue suas torres ao céu. Infelizmente havia uma manifestação dos policiais por aumento de salário e não conseguimos fazer boas fotos da frente da catedral. Mas nos divertimos com o Marco-Zero no meio da praça e depois entramos na catedral ávidos por histórias.
Já era 13h00 e a luz do sol filtrava-se pelos imensos vitrais, colorindo as colunas. Pinho nos fez ver que os vitrais eram verdadeiras histórias em quadrinhos para quem não sabia ler conseguir entender as passagens da Bíblia. Seguimos pela nave central, boquiabertos com as imagens em mosaico nas laterais da igreja e com o tamanho de tudo aquilo. A Sé é a 8ª maior catedral do mundo... e a gente sente esse clima e essa grandiosidade quando entra lá.
Infelizmente não conseguimos visitar as catacumbas (aos domingos as visitas são apenas até as 13h00), mas voltaremos lá com certeza pra saber mais da história dessa catedral que levou muitos anos pra ficar completa.
Catedral da Sé, luzes, vitrais, obras de arte.
E esse era o ponto final do nosso passeio. Nos divertimos demais e aprendemos muito. Prometemos fazer os outros roteiros, pra descobrir o que mais essa cidade nos esconde...
E terminamos o dia com um almoço da turma na muvucada Praça da Liberdade.
Domingo feliz!!
Veja as fotos desse passeio no
álbum virtual.
-- Infos --
TurisMetrô
Balcão exclusive na Estação Sé do Metrô
Horários: sábados e domingos, às 9h e às 14h (chegar com meia hora de antecedência)
Tel.: (11) 2958-2958 / 7716-5141
www.metro.sp.gov.br/cultura/turismetro/turismetro.asp
:: por Fabi * às 4:13 PM |
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Terça-feira, Julho 22, 2008
Um sábado com verde e massas
Esse post vai ficar pequenininho, prometo.
Só me deu vontade de escrever pra contar como foi corrido esse último fim de semana. A agenda já estava apertada, mas não podíamos deixar de fazer um passeio de bicicleta vendo o dia tão ensolarado que tinha amanhecido (e frustrados por não termos conseguido alugar uma bike no último feriado).
O point escolhido foi o
Parque Villa-Lobos, pertinho de casa, colado com a ponte do Jaguaré e uma área verde que ainda não está totalmente tomada pela muvuca, como é o caso do Parque Ibirapuera.
Desde que começamos a freqüentar o parque, em 2004, muita coisa mudou: as pistas de ciclismo e corrida foram ampliadas (contam agora com mais de 6 km), as árvores cresceram, os pavimentos foram restaurados, as áreas abertas estão melhor aproveitadas para shows e eventos (é só lembrar dos shows de Diana Krall, Macy Gray e Herbie Hancock). É um parque muito gostoso, com áreas para descanso onde pode-se jogar uma toalha à grama e ficar horas observando os pássaros, jogar futebol, tênis, alugar uma bike, andar de patins e skate ou simplesmente caminhar e correr.
Ficamos bem umas 4 horas no parque, só curtindo a manhã.
Parque Villa-Lobos.
Depois a fome começou a bater e aí aquela polêmica: onde vamos almoçar com tanto lugar em São Paulo pra se escolher. Poderia ser fácil, com tanta opção, mas é exatamente esse imenso leque de bares, restaurantes, cantinas, barraquinhas de esquina que deixa a gente confuso. Rsrs
Fomos então conhecer uma cantina que fica na rua Tito com a Marco Aurélio, na Lapa.
A
Brasiliani Bar & Forneria tem umas massas maravilhosas e fresquinhas preparadas pelo chef Giancarlo Cassone, que também é um dos proprietários. Os molhos são tão variados que fica difícil escolher e o ambiente é muito aconchegante, com mesinhas e cadeiras em pátina branca e meia luz. Ficamos numa mesinha reservada no mezanino, com vista para a rua por uma porta-balcão.
Como gostamos de provar sempre coisas diferentes, dessa vez eu fui de ravióli de abóbora com molho napolitano (tomate fresco, azeite e orégano) e o Aroldo de ravióli de ricota com passas e molho quatro-queijos. Uma delícia na medida certa!! E os preços são honestos, nada de assustar. Recomendo!
Brasiliani Bar e Forneria.
-- Infos --
Parque Villa-Lobos
Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1655 – Alto de Pinheiros
Visitação: diariamente, 7h - 19h
Tel.: (11) 3023-0316 / 3831-7152
www.saopaulo.sp.gov.br/saopaulo/turismo/cap_parq_villa.htm
Brasiliani Bar e Forneria
R. Marco Aurélio, 102 (esquina com a r. Tito) – Lapa
Tel.: (11) 3875-3915
www.brasiliani.com.br
:: por Fabi * às 4:32 PM |
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Sexta-feira, Junho 20, 2008
Trilha e história em Iperó
O passeio de junho do
É NÓIS NA TRILHA foi um pouco diferente. Mesclou natureza, história e cultura, tudo num lugar só.
Depois de um mês de ansiedade, finalmente chegou o dia da nossa esperada trilha, 14 de junho. Acordamos cedo, recepcionados pela neblina que cobria São Paulo (e prometia um dia de sol) e pegamos a estrada com os agasalhos, lanches, mochila e a costumeira animação.
Treze pessoas ao todo.
Nosso destino: a
Floresta Nacional de Ipanema, no município de Iperó, região de Sorocaba (SP).
Todas as vezes que passo na rodovia Castelo Branco, na altura do km 99, vejo a placa que indica a floresta, mas nunca deu certo de conhecermos. Que bom que foi o passeio do mês, pra eu finalmente matar a minha curiosidade.
E tudo que esperávamos foi além. O lugar é bem mais do que as informações e fotos que se acha na Internet.
A FLONA de Ipanema é uma área de proteção com mais de 5 mil hectares administrada pelo Ibama. Foi criada em 1992 no terreno da antiga Fazenda Ipanema, junto à Serra de Araçoiaba, divisando com os municípios de Iperó, Sorocaba e Araçoiaba. Foi na área da fazenda que funcionou a Real Fábrica de Ferro de Ipanema, a primeira fábrica de ferro da América Latina, cujas construções remanescentes estão lá preservadas para contar uma história de São Paulo.
Começamos o passeio boquiabertos com as ruínas preservadas e a rica natureza do lugar.
Mas o melhor ainda estava por vir.
Fomos apresentados ao nosso guia bicho-grilo, Moisés, que além de guia era amante da natureza, observador de ETs, filósofo, etc e tal. (Como falou minha irmã Camila, quando imaginaríamos que seríamos guiados por um Moisés??) E ele nos levou pelos campos abertos da primeira parte da nossa caminhada, rumo à
Trilha da Pedra Santa, nosso primeiro percurso, de quase 6 km.
Turma reunida no início da trilha, nas primeiras pedras, praquela “foto do time”. Estrada a caminho do Morro de Araçoiaba e a bela panorâmica que vimos lá de cima.
A mata foi fechando aos poucos até chegarmos num pequeno aclive que nos levou até o imenso paredão rochoso que serviu de refúgio para o monge franciscano Giovanni d´Augustini entre 1844 e 1852. Nas grutas formadas pelo paredão, o monge eremita protegia-se das intempéries e, de acordo com nosso guia, recebia a visita de centenas de romeiros que iam até lá atrás de seus milagres ou só por curiosidade. Lá é onde fica a Pedra Santa que dá nome à trilha: um imenso pedregulho em forma de mesa que alguns crêem ter certos poderes. Também há no lugar uma imensa cruz de madeira e algumas “oferendas” deixadas pelos que lá passam. Mas o próprio pessoal que trabalha na floresta instrui a ninguém deixar nada lá por poder causar algum dano aos animais.
Lá ouvimos outras tantas histórias do Moisés, que depois nos levou beirando as rochas até a parte alta da trilha, o que custou bem o fôlego do pessoal.
Nossa passagem pela “gruta” do monge eremita e a subida pelos campos de baixa vegetação.
Mas a paisagem compensou tudo. Chegando no alto do Morro de Araçoiaba, ao pé de uma das primeiras cruzes de ferro fabricadas no local, a vista de toda a floresta e também ao longe dos municípios de Sorocaba, Iperó, Araçoiaba e Votorantim, fora a parada para descanso e lanche, nos encheram de energia. E lá foram mais histórias do monge, de como ele havia sumido do lugar (escorraçado por soldados ou abduzido por aliens) e de seus milagres. Nosso guia contava tudo muito animado, filando um pouquinho do lanche de cada um.
Aroldo, eu, Camila e David na estrada para o morro. E a turma já na cruz de ferro sobre o Morro de Araçoiaba.
Depois do descanso, subindo mais um pouco, entre longos capins com florações de plumas arroxeadas, chegamos à parte mais alta da trilha, o Monumento a Varnhagen, mausoléu construído para receber os restos mortais de Francisco Adolfo de Varnhagen, o Visconde de Porto Seguro, primeiro historiador do Brasil. Na verdade os restos mortais do historiador nunca foram pra lá, mas o local é mágico assim mesmo.
Uma imensa rocha encimada por escadarias de pedra e um cruzeiro de ferro.
E lá nos sentamos, descansando com a panorâmica maravilhosa do vale sob nossos pés e dando muita risada com as fotos que fizemos.
Diversão em torno do Monumento a Varnhagen. As meninas sobre a apertada passagem que tínhamos que vencer pra chegar à cruz. Camila e David se apertando pra passar. A paisagem de pedras e pontes e finalmente a cruz do monumento.
A turma toda reunida para a foto na cruz e eu e o Aroldo na frente da paisagem vista lá de cima.
Depois dessa última parada, foi a vez de pegar uma estradinha para a
Trilha de Afonso Sardinha, um percurso de pouco mais de 1 km margeando o Ribeirão do Ferro, em meio à mata densa de árvores centenárias, como a figueira monstruosa onde todos fizemos fotos, os mandacarus que viraram árvores e os jequitibás. Nessa trilha encontramos as ruínas dos primeiros fornos que foram erguidos na região, no século XVI. E quase no final, uma pequena queda d´água e um poço, que estando o dia mais quente todos havíamos de aproveitar.
Trilha de Afonso Sardinha e seus recantos pitorescos, como a pinguela sobre o Ribeirão do Ferro, a imensa figueira secular e a pequena queda d´água.
A trilha terminou com o retorno ao centro de visitantes por uma tranqüila estradinha de terra, onde proseamos mais com o guia e ouvimos dele a máxima: “Um pequeno grão de areia pode esconder uma montanha”. Quando estávamos todos pensativos sobre o provérbio, veio ele dizer que com areia nos olhos ninguém conseguia ver nada mesmo (rsrsrs).
No fim da tarde visitamos ainda o sítio histórico da Real Fábrica de Ferro de Ipanema, com construções datadas de 1811, onde vimos a Casa Imperial (residência dos diretores da fábrica e que foi alterada em 1841 para hospedar D. Pedro II, num tipo de sobrado anexo), a barragem da represa Hedberg com seu evasor que mais parece uma cachoeira (e propiciou ótimas fotos), a imensa construção da Casa das Armas Brancas, onde foram fabricadas as armas da Guerra do Paraguai, e a espetacular estrutura dos altos fornos, que ao longe pareciam verdadeiros castelos.
Foi um passeio completo que tenho certeza que ninguém vai esquecer.
Mas ainda havemos de voltar na Flona de Ipanema, pra conhecer mais a fundo a história de lá e aproveitar a bela paisagem da represa e dos arvoredos pra descansar.
Curiosidades
Nos idos de século XVI os colonizadores portugueses que excursionavam pelo o interior paulista em busca de minérios descobriram enormes reservas de ferro na Serra de Araçoiaba, próxima à atual cidade de Sorocaba. Não era pó de ferro, mas grandes rochas do minério. Foi ali que Afonso Sardinha, um dos mais velhos moradores do Brasil, construiu em 1589 os primeiros fornos catalões para beneficiar o minério de ferro. Olha onde a curiosidade leva uma pessoa: na Wikipédia achei os dois Afonso Sardinha, o pai e o filho, e ambos estiveram envolvidos com a exploração de minérios. Mas o famoso mesmo era o pai, empreendedor rico que desde sua chegada ao Brasil já tinha negociado cargas, montado depósitos de açúcar, possuído casas de aluguel até adquirir a fazenda onde hoje está a Floresta Nacional de Ipanema.
Foram-se formando vilarejos próximos dessas áreas, com a constante reconstrução e abandono de novos fornos.
Com a chegada da família real portuguesa ao Brasil no séc. XIX, D. João cria ali, por uma carta régia, a Real Fábrica de Ferro de Ipanema, a primeira siderúrgica nacional. D. João, que já estava criando um núcleo de produção de ferro em Portugal resolve transferir seus planos parao Brasil. De 1811 a 1895 a fábrica funcionou a todo vapor, trazendo para país novas tecnologias e profissionais para trabalhar.
No correr da história a fábrica foi usada até mesmo para a produção das armas da Guerra do Paraguai e algumas das máquinas usadas para isso ainda estão em exposição nas ruínas da Casa das Armas Brancas.
Já no século XX o Ministério da Agricultura passou a administrar a área, explorando a apatita para fabricação de adubos e também testando maquinários numa pista circular que ainda “enfeita” a paisagem (dá pra vê-la lá de cima do morro da cruz).
Só em 1992 foi criada a Floresta Nacional de Ipanema, que hoje é uma unidade de conservação e aberta a visitação.
Cliques do sítio histórico, os dois primeiros da Casa das Armas Brancas, os 3 seguintes da área dos fornos e o último da Casa da Guarda, construção que servia inicialmente para guardar o ferro e que depois foi usada até como prisão militar.
Veja as fotos do passeio no
álbum virtual.
Para viajar on-line:
Floresta Nacional de Ipanema - Iperó, SP
Visitação: ter-dom, 8h00-17h00
Tel.: (15) 3266-9099
Valor: R$ 3,00
Trilhas: R$ 5,00 para grupos com mais de 6 pessoas (é necessário fazer agendamento prévio)
Há locais para churrasco, pesca, alojamento para até 140 pessoas, lanchonete, auditório, centro de visitantes, museu, salas de aula, playground e a vasta mata com trilhas guiadas.
Também dentro da área está a Vila de Ipanema, onde ainda moram muitas pessoas.
http://fazendaipanema.ipero.sp.gov.br/
http://www.ibama.gov.br/sp/index.php?id_menu=191
Faça uma visitinha ao site do
É NÓIS NA TRILHA! pra ver nossos passeios anteriores e também fazer parte dessa turma.
http://www.enoisnatrilha.studio33.com.br
:: por Fabi * às 10:57 AM |
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Quinta-feira, Maio 15, 2008
Trilha do Paraíso
A aproximadamente 60 km de São Paulo, abrangendo os municípios de Jundiaí, Cabreúva, Cajamar e Pirapora do Bom Jesus, a Serra do Japi é um dos poucos remanescentes de mata atlântica ainda resistentes no interior paulista.
Dentro dessa área de proteção, várias trilhas podem ser percorridas por quem quer conhecer a riqueza da biodiversidade do local, desfrutar de seu ar puro, de sua mata e aprender um pouco sobre educação ambiental.
Uma desses caminhos é a
Trilha do Paraíso.
O nome vem bem a calhar.
No último sábado, dia 10 de maio, fizemos a trilha mensal do
É NÓIS NA TRILHA!
Esse é um dos caminhos disponíveis para visitação na área de proteção da Serra do Japi, em Jundiaí, SP. Mas o passeio só é possível com agendamento prévio e para no máximo 15 pessoas, para minimizar o impacto sobre o caminho.
Bom, caminho agendado, guia contratado, todos os nomes dos participantes em um requerimento para a prefeitura de Jundiaí, saímos na manhã friorenta de sábado, rezando para pelo menos não sermos pegos desprevinidos pela chuva no meio do mato.
Mas o sol deu as caras logo na estrada e a animação cresceu entre as 11 pessoas que participaram (entre as quais só o Aroldo de menino!! coitado que teve que agüentar o falatório da mulherada).
Foi a primeira vez de algumas pessoas na trilha, como a nossa amiga Ana “Balada” (uhuuuu), que emendou a balada de sexta à noite com a trilha no sábado sem dormir.
Também foi a primeira trilha solidária promovida pelo grupo, com uma ação para arrecadar doações em ração para a ONG
Confraria dos Miados & Latidos, que resgata, trata e disponibiliza para adoção gatos e cães abandonados. (Visitem o site deles:
www.miadoselatidos.com.br).
Turma reunida no início da trilha, muita animação pra enfrentar o frio e curtir ao máximo o dia.
Encontramos com nossos guias, Marcel e Camila, num posto de gasolina em Jundiaí e já rumamos para a reserva. Os carros ficaram estacionados ao lado da base da Guarda Municipal na Serra do Japi e daí começamos nossa caminhada de 9,8 km pelas belas paisagens da
Trilha do Paraíso.
No início, a trilha é bem aberta, numa estrada por onde ainda passam veículos com consentimento da Guarda Municipal. Ai então pudemos ver bem como a vegetação nasce sobre uma fina camada de terra sobre as rochas, por isso nessa parte da trilha, as árvores ainda eram baixas.
Depois a trilha começa a se fechar abaixo de uma mata mais densa e as borboletas prometidas pelo Marcel começaram a aparecer, com variadas cores, meio tímidas por conta do frio, mas muito fotogênicas.
Paramos em vários lugares para fotografar e para as explicações sobre a fauna e a flora que nossos guias super gentis e animados nos davam.
Uma das coisas que nos surpreendeu foi a imensa colméia de vespas que encontramos num casebre na estradinha. De dar medo!! Tivemos que passar por ela em silêncio, pois o guia nos informou que qualquer barulho poderia alvoroçar as bichinhas.
O imenso ninho de vespas, ocupando o interior da casa e já saindo pra fora. E o pessoal na trilha.
Cores de uma borboleta da Serra do Japi e suas curiosas flores.
Quando a trilha virou um caminho estreito e cercado de samambaiuçus e grandes árvores, o frio aumentou um pouco por conta de andarmos na sombra, e logo pudemos ver os riachinhos que teríamos que atravessar. Foi uma barulheira da mulherada tentando atravessar sem molhar os pés, mas não teve jeito. Algumas tiraram os sapatos (como eu, que não sou boba nem nada de ficar andando com sapato molhado e frio por aí) e outras meteram os pés calçados mesmo dentro da água gelada e límpida.
No final da trilha, uma parada para o piquenique e a pequena, mas maravilhosa,
Cachoeira do Paraíso nos esperava para um banho frio, mas tão frio que só a Martha teve coragem de encarar. E depois saiu tremendo e com os lábios roxos. Mas foi um banho de energia. E todos nos energizamos naquele lugar que é um verdadeiro paraíso.
Travessia dos riachos com muitos gritinhos e a Cachoeira do Paraíso, com a doida da Martha tomando um banho.
Depois a reunião do grupo foi numa cantina de Jundiaí, para tomar suquinhos e cerveja e darmos umas boas gargalhadas com os acontecimentos da trilha.
E terminamos mais um passeio do É NÓIS NA TRILHA! em alto estilo.
Visite o site do
É NÓIS NA TRILHA! e participe dessa turma.
Veja as fotos do passeio no
álbum virtual.
Para viajar on-line:
Informacoes gerais sobre a Serra do Japi
Mapa das trilhas
http://www.japi.org.br/
:: por Fabi * às 11:35 AM |
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Quinta-feira, Maio 08, 2008
Divina Festa
Sábado foi dia de passeio... e um passeio diferente.
Conclamei a presença das minhas queridas e nerds irmãs para uma visita à famosa
Festa do Divino Espírito Santo, em
São Luís do Paraitinga.
Já vinha me preparando para isso a um mês... hehe
São Luís do Paraitinga é uma cidadezinha pitoresca encravada na Serra do Mar, saindo da rodovia Oswaldo Cruz, a meio caminho entre a cheia de histórias Taubaté e a litorânea Ubatuba.
Já em 1769 começaram a ser erguidas as casas coloniais de tropeiros e gente que se estabelecia no povoado, que bem mais tarde se tornaria atração histórica tombada pelo Condephaat, com as cores maravilhosamente brilhantes dos sobrados (que ficamos discutindo se eram combinadas entre os vizinhos, para não se repetir).
Casario colonial colorido e tombado pelo Patrimônio Histório.
São Luís do Paraitinga é também festa o ano todo. Com uma agenda de fazer inveja aos maiores centros de eventos, a cidadezinha de apenas 10.800 e poucos habitantes tem festas para todos os gostos, quase todos os finais de semana do ano, chova ou faça sol (e alguns dias úteis também).
A mais esperada e grandiosa é a
Festa do Divino Espírito Santo, seguida pelo freqüentadíssimo Carnaval de marchinhas e folias pelas ruas.
A festa encanta tanto pelo seu mistério como pelo sincretismo religioso, pela convivência pacífica e visceral do sagrado e do profano, pela participação maciça da população local (e também de cidades e vilarejos vizinhos, crianças, idosos) e pelas cores vistosas das roupas dos participantes e sons dos instrumentos de percussão.
Desde tempos imemoriais, a cidade se enche com a festa 50 dias após o Carnaval. Ela sempre começa numa sexta com uma novena na Igreja Matriz de São Luiz de Tolosa e se estende por mais 10 dias onde as missas e procissões dividem igualitariamente espaço com as danças dos grupos de moçambique, congada e jongo.
Esse ano a festa começou no dia 02 de maio e vai até o dia 11, um domingo, quando terá seu encerramento em grande estilo.
Eu já tive o privilégio de ver uma edição da festa, lá pelos idos de 2000, acho eu. E tinha que levar meu namorido e minhas irmãs pra conhecer e encher os olhos com tudo por lá.
Saímos no sábado cedinho, segundo dia da festa, que é o escolhido para o Encontro das Bandeiras dos grupos de fiéis que desfilarão por todos os dias de festa. Na praça do coreto, rodeada por casarões do século XIX, as bandeiras das festas anteriores se encontram com as dos festeiros do ano e percorrem uma curta procissão em meio às danças dos grupos de congada com suas roupas brancas e faixas coloridas, batendo os guizos amarrados nas pernas no ritmo dos tambores e sanfonas que os acompanham.
A essa altura a bandeira atual, juntamente com o festeiro do ano, percorreu durante quase um ano todo os bairros da zona rural para levantar fundos para financiar a festa e doações de ingredientes para a grande distribuição gratuita do “afogado”, prato típico da região feito um ensopadão com carne, batatas e outras coisas mais, na noite do sábado.
O vermelho, cor do divino, está em todas as bandeiras e enfeita toda a cidade com estandartes pintados com uma pomba branca, símbolo do Divino Espírito Santo.
A Igreja Matriz de São Luiz de Tolosa enfeitada para o evento, o Império, adornado de vermelhos e dourados, e o moçambique contagiante na praça central.
Chegamos por volta do meio dia, mas no sábado as festividades começaram somente às 16h. Deixamos nossas tralhas na Pousada Caravela, simples e aconchegante. Visitamos todo o centro histórico por onde andaria a procissão, fotografando a vida do povo que se preparava pra festa. Entramos no Império, uma sala ricamente adornada de mantas vermelhas e douradas, com um altar para o Divino e onde ficam as bandeiras, o cetro e a coroa do Divino durante os dias de comemoração. Vimos a casa onde nasceu Oswaldo Cruz, um dos mais ilustres filhos de São Luís do Paraitinga. Almoçamos frango caipira com quiabo e mandioquinha no Tempero da Terra (restaurante bão demais!)
Depois nos embebemos do espírito festeiro-profano-místico-religioso da Folia do Divino, os grupos de congadas e moçambiques que dançam ao redor da praça central, deixando que os sons de tambores, sanfonas, violas e cantores nos invadisse e nos tornasse parte daquilo. É até difícil descrever as sensações que se tem... pra isso tem que estar lá e sentir.
Ficamos até tarde da noite pelas ruas, acompanhando os eventos. De noitinha, por volta das 19h, algumas barracas no calçadão ao lado da igreja matriz começaram a servir quitutes, cachorro-quente e quentão a preços pra lá de populares. Depois no mesmo local rolou um bingo pra arrecadar fundos pra próxima festa.
Do outro lado da ponte do Rio Paraitinga (onde também ficava nossa pousada), um pequeno parque de diversões e shows caipiras espantavam o frio do povo no Centro de Eventos (bem do ladinho da pousada). Ali também acontece anualmente a distribuição do “afogado”, que o povo do sábado levava afoitamente pra casa em tupperwares e até em baldes (!!!) depois de enfrentar uma fila memorável.
Foi muito divertido tudo aquilo! Mas não tivemos coragem de enfrentar a fila pelo afogado...
Fechamos a noite com um show de MPB com a cantora Ceumar na praça central... que acabou meia-noite.
A riqueza das cores e manifestações culturais de São Luis do Paraitinga encanta a todos.
No domingo pela manhã, um frio de uns 8 ºC nos acordou para o gostoso café-da-manhã com café moído no pilão. E o solzinho esquentou nossas últimas horas em São Luís do Paraitinga.
Já era hora de voltar.
A idéia é passar uma noite no meio da festa, para aproveitar ao máximo.
O segundo fim de semana é o mais significativo e o mais freqüentado. As missas e apresentações folclóricas se revezam, dando lugar também ao casal de bonecões típicos e tão amados da cidade, João Paulino e Maria Angu. Há brincadeiras típicas da roça como o pau-de-sebo, corridas de ovo e de saco, distribuição de doces. Há danças e grandes procissões dos andores de santos por toda a cidade. E shows
Mas vale visitar em qualquer dia, que ninguém sairá frustrado com a experiência.
Altamente recomendável.
Para ver mais fotos entre no
álbum virtual.
Para viajar on-line:
Prefeitura de São Luís do Paraitinga
http://www.saoluizdoparaitinga.sp.gov.br
Site turístico de São Luís do Paraitinga
http://www.paraitinga.com.br
Pousada Caravela
http://www.paraitinga.com.br/caravelas.htm
:: por Fabi * às 12:00 PM |
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Quinta-feira, Abril 03, 2008
Trilha d´Água
Já era pra eu ter postado isso aqui no início de abril... mas o tempo escasso não permitiu, então vai agora.
Mais um passeio do nosso grupinho
É NÓIS NA TRILHA!
A trilha que estava programada para março só aconteceu no início de abril. E foi num domingo, 06/04! Dia atípico pras trilhas do nosso grupo.
Esses contratempos aconteceram por causa do tempo feio que fez nos fins de semana de março e também por causa da agenda concorrida do nosso guia em Bertioga, o Daniel (eita guia requisitado!).
O intervalo sem fazer trilhas foi de 2 meses, então o pessoal estava meio enferrujado, mas bem animado!
A
Trilha d´Água, em Bertioga, litoral de SP, veio bem a calhar, com nível fácil e paisagens muito bonitas para nos descontrair no passeio. Foram aproximadamente 4,5 km (ida e volta) percorridos em terreno plano e agradável, o que permitiu que todos conversassem o tempo todo, fazendo as normais gracinhas (como nós fazendo fotos na linha do bonde).
A travessia de barco no rio Itapanhaú, cheia de emoções, e o grupo reunido no início da trilha para a costumeira “foto de time”.
Os 18 participantes viram de um tudo. Iniciamos o passeio com a travessia do rio Itapanhaú com um barco, o que já foi uma emoção. Depois o grupo caminhou pelo trilho aberto no meio do mangue, observando a vegetação típica e a riqueza de vida animal. Logo após, a vegetação de restinga, rasteira, fez todo mundo perceber a diferença até do ar do lugar. E então o grupo entrou num caixetal, mata de caixetas, árvore usada para fabricação de sapatos e artesanato. Aí, o caminho entra certeiro no meio da mata atlântica, com suas árvores mais altas e seu ar fresco.
Passamos pela ponte sobre o rio Guaxinduva, com águas límpidas, atravessamos a linha do bonde (que nos divertiu demais) que vai para a vila de Itatinga, e logo ouvimos o barulhinho bom das águas da pequena cachoeira que nos proporcionou mergulhos refrescantes.
É... ainda estava um calorzinho nesse dia...
A trilha dentro do caixetal, na mata atlântica, a bagunça na linha do bondinho, o refresco do poço e a paisagem da Serra do Mar.
Pena as crianças da turma não terem ido. Iriam se divertir demais!!
Ao final do passeio fomos comer uns petisquinhos num quiosque na beira da praia da Enseada de Bertioga, enquanto a chuva começava a cair.
Mais um passeio do É NÓIS NA TRILHA! garantido.
Como gostamos demais desse passeio e o guia foi tão gentil e solícito, ficamos de marcar mais algumas trilhas com ele. Mas depois que esse frio passar, né?! hehe
Visite o site do
É NÓIS NA TRILHA! e participe dessa turma.
Veja as fotos do passeio no
álbum virtual.
Para viajar on-line:
http://www.bertioga.sp.gov.br
http://www.portalbertioga.com.br
:: por Fabi * às 11:51 AM |
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